Em algumas cidades hoje é feriado, o dia em que se comemora o Dia da Consciência Negra; dia de reflexão sobre preconceitos, escravidão, dívidas da humanidade para com os negros etc.

Não é incomum ouvirmos as pessoas perguntarem o porquê de não haver o Dia da Consciência Branca e tal… Então, por acaso, dizem que sou amarelo, e também não existe o Dia do Amarelo, Vermelho etc. – poupe-me, né! 

Estive refletindo, e para falar sobre isso, tenho que dar uma de Dilma, “a sábia”… Bom, o feriado é importante, mas também não é.  Oras, não podemos mergulhar na arrogância, e cegueira, de falar que não houve nada, que a escravidão negra foi apenas um episódio do passado, que não existe racismo (existe, sim!); mas também, não podemos nos esquecer – e estão fazendo com que nos esqueçamos, pois estão sendo retirados dos livros – que, durante a história da humanidade, sempre houve escravidão, preconceitos, e que muitas delas, as escravidões, foram de pessoas “brancas”, e de negros que escravizavam ou vendiam negros, e que outras etnias, ainda hoje, também sofrem do racismo.  Aliás, em se falando de escravidão, até hoje ela existe, e creio ocupar o segundo ou terceiro lugar no mercado negro (olha ai a expressão pejorativa sendo usada)  internacional, sendo que a maioria dos escravos são”brancos” – não gosto de usar cor para falar de etnias – e mulheres!

Apesar de ter sido rechaçado pela comunidade negra, Morgan Freeman falou uma verdade, naquela famosa entrevista, quando disse que para combater o racismo, é melhor não ficar falando dela o tempo todo. Veja, o ponto de vista dele é interessante: a questão não é negar, ou esquecer, sim não ficar reafirmando, aumentando o vitimismo e tal  – aliás, isso faz parte de uma cartilha ideológica, que prefiro discorrer outra hora –. Uma ferida não se cura cutucando-a toda hora. 

Vamos parar de dividir a humanidade? Vamos combater o racismo, a desigualdade, a intolerância? Acho extremamente válido, afinal, também sofro, em menor escala, mas sofro. Mas temos que fazer do modo correto, tratando o assunto seriamente nos parlamentos – sem o viés eleitoreiro, ideológico e tal –, nos bancos escolares, por meio das políticas públicas (responsáveis) etc, e isso indistintamente para homens, mulheres, crianças, e diversas etnias.

Quer ver uma coisa? Por que não é feriado, então, o Dia Internacional da Mulher? Nessa linha de raciocínio, não é tão importante quanto? 

Viu, “Dilma, a sábia” está certa…

 

4 Comentários

  1. Excelente explanação. Concordo com tudo que foi dito. Todos nós somos iguais, não há diferenças. Feliz ficarei o dia em que acordar e ver que não temos diferenças nenhuma, seja por cor de pele, ou outra coisa qualquer.

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